Época de carnaval. Mortes no trânsito, aids, gravidez indesejada, superlotação nos prontos socorros pelo Brasil afora, e o pior de tudo, escolas de samba.
Sim, caro leitor, escolas de samba são piores que os problemas sociais do país. Piores que novela ou corrupção policial. Escolas de samba são piores que morrer. No Rio e em São Paulo são meios nos quais os bicheiros lavam dinheiro, traficam drogas e armas. No Piauí são apenas baboseira pura.
Prefiro ser governado por tiranos (e não sou?) a ver uma escola de samba desfilar. Não pode haver nada mais imbecil do que a alegria de desfilar ao som de idiotas cantando temas chatos por horas a fio. Não pode haver nada mais burro que gostar de palhaços usando fantasias sem lógica alguma, ou com lógica demais, posando de intelectuais até na hora da putaria.
Vomitei quando, por um minuto, escutei um intelectual do samba dizer que tal fantasia simbolizava tal coisa frente à realidade social do país.
Defequei em homenagem às escolas campeãs dos carnavais pelo Brasil afora: é de mim o seu prêmio.
Se há, como dizia Sergio Sampaio, uma uma cariada alegria, ela ésta presente nos dentes 'à fresca' da manada dos normais que constroem o carnaval do Brasil, com plumas e isopores pintados de todas as cores.
Em Teresina, por exemplo, a prefeirura gastou 900 mil reais para promover o carnaval, e isso gerou instisfação dos sambistas locais, que não puderam desfilar suas horrorosas fantasias de papelão e carros alegóricos capengas, sempre tão mal feitos, a desmancharem-se pela chuva na avenida, diante de meia dúzia de desocupados. Esse dinheiro poderia construir uma quadra de futsal no bairro promorar, que carece de áreas de lazer e possui altos índices de violência. Poderia construir uma creche, uma biblioteca, uma lavanderia pública ou mesmo reformar um hospital nessa comunidade pobre da capital.
Como não haveria de ser imbecil o gasto fútil do carnaval, e consequentemente o carnaval, e ainda mais consequentemente os que fazem o carnaval?
Vamos, amiguinhos, vistamo-nos com fantasias coloridas, batamos em latas alegremente, rebolemos nossas bundas frenetica e inconscientemente por quatro dias seguidos até a exaustão...
Depois, em uma quieta quarta-feira de cinzas, voltemos à nossa situação de fome.